Tuesday, January 22, 2013



LUIS FERNANDO PONCE (Guatemala)
Basket Ball
Fotografía, 2013

Tuesday, November 09, 2010

Tuesday, July 13, 2010

Wednesday, July 07, 2010

Friday, September 04, 2009


LUIS FERNANDO PONCE (Guatemala)
Paisaje
Fotografía, 2009

Monday, March 09, 2009


LUIS FERNANDO PONCE (Guatemala)
Objetos varios
Bronce, dimensiones variables, 2008-2009

Wednesday, August 27, 2008



WALTER IRAHETA (El Salvador)
Landschaft
Fotografía, dimensiones variables, 2008

LANDSCHAFT es un proyecto en el que trato de registrar a través de imágenes de cielos, el panorama modificado por el hombre. Espacios intervenidos por cables eléctricos y rótulos publicitarios, símbolo del desarrollo contemporáneo. Intento hacerlo desde una perspectiva estética, ironizando de esta manera la dicotomía entre el ser humano y la naturaleza.
Es un trabajo que tiene mucho que ver con la contemplación del paisaje, tiene que ver por supuesto , con el nuevo paisaje, con la industria, con la tecnología, el futuro, la contaminación, la comunicación y la soledad de las sociedades actuales, en definitiva, tiene que ver con una nueva forma de ver el paisaje.

Tuesday, August 26, 2008



PAULO WHITAKER (Brazil)
Sin título
Grafito sobre papel, 21 x 30 cms., 1997

Fogos de artifício: Eventualmente sobre Paulo Whitaker

Rafael Vogt Maia Rosa

1. Em uma das últimas imagens do filme1 , depois da avalanche de referências nas cenas deflagradas por minúsculo enredo, como se cada um dos fotogramas fosse capaz de ter sua própria narrativa, vê-se, através do pára-brisas do carro, a noite chuvosa tingida pelas cores e formas dos elementos urbanos que se perpassa em movimento: luzes, vultos, outros carros, algumas construções praticamente indistintas do ambiente.
Mas essa lírica em que o coletivo vê a partir de alguém que enxerga coisas tão vagas é extinta quando o limpa-vidros passa, em freqüência mecânica, e literalmente arrasta a imagem que tentávamos captar, desfazendo-a por inteiro. Porque a água que prisma a cena externa o faz de maneira diferente à medida que se espalha pela superfície vítrea criando um feixe de estrias microscópicas.

1.2. O movimento automático e repetitivo, à maneira dos eventos que ocorrem em qualquer tela, instaura um discurso metalingüístico - a tela do cinema e o pára-brisas do carro são igualmente planos - ao mesmo tempo em que brinca com nossa emoção atual, refém da dinâmica imediata e surpreendente de uma realidade visual em que não é mais possível confiar.
Há pouquíssimo tempo para sentir a partir do que se vê e a profundidade que começa a satisfazer um devaneio romântico é negada quando a superfície reverte a transparência em estranha opacidade.

2. A pintura de Paulo Whitaker singulariza esse momento em que uma coisa se transforma em outra. Mesmo que a ação se dê sobre o plano e que isso para um pintor seja uma reiteração com a qual se convive como com a própria força da gravidade, ao ver seus trabalhos recentes é possível que o observador encontre uma realidade ulterior, que já passou a ser algo diverso, ali, há pouco. As pistas estão nas formas dinâmicas, arrastadas, que se sobrepõem ao fundo aquém.

2.1. Essas pinturas mostram, à semelhança da imagem citada, signos externos. Mas são realmente abstratos, mutilados, sem qualquer sentido que não aquele visível em seu suporte físico. São, ainda, signos dispostos em um espaço que, ao menos inicialmente, tangeria, antes do discurso metalingüístico, uma realidade criada, “geração de memória”2 . Nela os olhos são obrigados a entender que muito do que se torna “narrativo” na tela ocorre por operações dissociadas desse resultado e que, ao contrário, essa reiteração de elementos, que se manteve como uma condição inabalável, traz introjetado um mínimo de subversão por não ser só consciência, mas também meio de criação. Assim, mantendo um senso do instantâneo e permanecendo estática em nossa retina pela força de um braço, de uma mão, essa imagética incita tanto coisas vistas quanto não vistas.

3. A especulação sobre o que se congelou nesse meio tempo, paralelamente à noção de que aquilo é uma pintura contemporânea inteirada de toda a sua não-narratividade pregressa é, diferentemente, ilimitada:

3.1. a cidade em que se vive, diversa das amplitudes litorâneas monumentais que ornam outras regiões brasileiras, tem tal densidade que impede que, desde sempre, seu habitante veja a chamada linha do horizonte; há ali uma excessiva informação técnica que marca a mente do artista com um confronto inevitável com os meios e soluções já alcançadas, sem que goze do ímpeto por destruí-las quando se está por demais envolvido; a mesma idéia do “piano preparado”3 , esse instrumento canônico que, para expressar novas freqüências, é alterado com mecanismos bastante limitados à sua própria constituição - parafusos, borracha, porcas...

3.2. As vistas canadenses, esse país em que a identidade do estrangeiro se perde na pista de pouso, são o pano de fundo para dramas existenciais em dois tempos:
“O que você viu lá?”
“Vi um concerto ao ar livre. O pianista não pôde continuar porque suas mãos congelaram e toda a música se resumiu a uma primeira evolução que desapareceu, ainda mais rápido do que se esperava, pela presença de um vento muito forte.”

3.3. O plano marrom, de consistência mais homogênea, as retículas de Lichtenstein se aglutinando como num televisor cuja imagem se altera pela presença de imã, a epiderme numa vibração Soulages, em alinhamento morandiano como se, nos casos em que esses elementos são negros, fossem cortes perversos de Fontana. De outro modo, obrigado a voltar para o Brasil, o melhor da arte nacional, concretista e alcoólatra, num texto para ninguém ler.

3.4. A Ilha de Santa Catarina, cujo núcleo populacional tem sua fundação associada à construção de uma capela, em 1678, foi incrementada, de início, com fortificações militares. Muito depois, em 1894, a cidade teve seu nome mudado para Florianópolis. A ponte Hercílio Luz, que cunhou um marco visual permanente e contrastante com a natureza da região, está temporariamente desativada. Mas pode ser vista de muito longe, especialmente à noite, das cercanias continentais.

4. Agora: a não citação de outros pintores ou a existência desses quadros em sua própria ordenação, “a química e a física”4 , é estarrecedora. Como a vida da atleta que completa seu orçamento doméstico vendendo cintos elétricos para emagrecimento em um shopping center local.

1.Jean-Luc Godard, Eloge de l’amour, 2001.
2.Paulo Whitaker, maio de 1999, São Paulo, Casa Triângulo, 1999.
3.Whitaker, op. cit.; ver também, John Cage, Sonatas and Interludes for prepared piano, 1946-48.
4.Whitaker, op. cit.

VERONICA RIEDEL (Guatemala)
Belleza Interior
Fotografía digital, 80 x 80 cms., 2006

Monday, August 25, 2008


MOISES BARRIOS (Guatemala)
Jinete Alrevesado
Grabado al aguafuerte y aguatinta, 25 x 25 cms. 1982

Friday, August 22, 2008





LUIS FERNANDO PONCE (Guatemala)
Por Bocón
Performance/Intervención, 2008

Monday, August 11, 2008



MANUEL ZUMBADO (Costa Rica)
La Corporación
Video instalación, 12 x 3 x 3 mts., 2008

RENATO OSOY (Guatemala)
Guateámala
Fotografía, 120 x 100 cm., 2007

Tuesday, April 22, 2008



BEATRIZ BONDUEL (Guatemala)
Cosmética, proyecto participativo, 2008

¿Cosmética para combatir el terror ?
Yo diría que mi mundo es el mundo del neón, del puro
artificio, de la cosmética en el sentido también
que los griegos daban al término. Ornamento
y orden. Cosmos ético, en el fondo.
Severo Sarduy

Dependemos del producto. En helados inviernos me he preguntado…¿cómo podían subsistir sin el Labello en otros tiempos? ¿Cómo sobreviven sin él los poco afortunados? ¿Es acaso el estado natural de la piel reseco y ajado? ¿La suavidad, humedad, humectación…son construcciones económicamente sostenidas? Por Johnson & Johnson, Vaselina and co., Pond´s…

Y qué decir de la pasta dental…¿acaso se puede vivir sin ella? O para los puristas, sin un menjurje hecho con hojitas de menta y alcanfor…es igual…se trata igualmente de cosmética, de objetos que el cuerpo necesita para su bienestar, belleza y limpieza.
El caso es que la cosmética ha llegado tan lejos que nuestro cuerpo no puede estar sin ella. El estado natural de nuestro cuerpo es estar cubierto del ungüento, lustroso bajo el gel de baño de almendras, yogur, leche, miel…reluciente bajo la capa de crema lustrosa, oloroso bajo un vaho florido o cítrico.

Ni qué decir de los potingues que se han inventado para que las féminas resaltemos eso que es tan seductor dentro de nuestro óvalo facial. Los labios como fruta madura, las pestañas de un camello en celo, la piel de un recién nacido, mejillas rosa…

La cosmética está el día a día de nuestra vida, somos sus esclavos, sin ella nos convertimos en unos mendigos callejeros con la piel reseca y pálida, gris.

La cosmética es la pintura a pie de calle. Nos coloreamos el cuerpo, dibujamos sobre nuestra cara los cánones de la época. La cosmética es historia, y como dijo Severo Sarduy, esconde un cosmos ético detrás: la realidad.

Tuesday, November 20, 2007


LUIS FERNANDO PONCE (Guatemala)
Avión IV, de la serie Caballos de Troya
Fotografía, 31 1/2" x 31 1/2", 2006